domingo, 31 de maio de 2009

Até quando?

Por quanto tempo estes sóis
Estas nuvens, estes mares,
Estes rios, estes ares,
Hão de existir para nós?

Que tempo nos vai restar
Para que o último vivente
Respire avidamente
A última porção de ar?

Quanto tempo ainda resta
Para que esteja caída
A última folha sem vida
Da derradeira floresta?

Que tempo nos sobrará,
Para nos nossos anseios
Ainda ouvir os gorjeios
De um último sabiá?

(Anchieta)

Um comentário:

Isaac Melo disse...

Anchieta,
tua poesia é muito humana, chega à verdade sem pretendê-la.
Há pessoas que juntam palavras, rimam, metrificam, mas não faz poesia. Já você faz tudo isso sem está preso propriamente a uma forma, e no fim, temos uma poesia humana e transcendente, crítica e romântica.
A Academia Acreana de Letras é o lugar aonde anseio que tu estejas, pois já deveria lá está há muito tempo.
Um forte abraço!