sexta-feira, 5 de junho de 2009

Fratricídio



A vida em chama...
Cruel esse drama!
Funéreo episódio
No inferno do ódio:
- O amor em eclipse!
- É o apocalipse!
Cenário bem forte
De luta e de morte...
Terrível demais!
Homens? Animais?
Por que tanta guerra?
Estigma da Terra?

Cizânia, vingança
E a desesperança...
Nos rostos – assombros,
Nas ruas – escombros,
Sequer, uma flor...
Só gritos de dor!

O sangue... os feridos...
O horror... os gemidos...
Da gente engajada
Na luta por nada...
Clamor na amplidão!
Irmão contra irmão!

Sinistros os vultos,
Crianças e adultos...
Agora guerreiros,
Do ódio os herdeiros...
- O embate, pra quê?
- A morte por quê?

Cadê a esperança?
O sorrir da criança
Há muito morreu...
Ó Deus, quem sou eu?
Ó Deus, onde estamos?
Pra onde é que vamos?

(ANCHIETA)

Um comentário:

Isaac Melo disse...

Meu caro amigo Anchieta,
partilho desses mesmos sentimentos.
Estes versos causam arrepio, porque são verdadeiros. Afinal de contas, em que se tornou o homem com todo esse progresso? A resposta é paradoxal.
Um forte abraço!